sexta-feira, 4 de março de 2011

Desabafo - Parte 1: Como tudo começou!

Olá! Como estão todos... nem tenho deixado vocês sentirem minha falta!!! é que eu tenho andado muito inspirada ultimamente, acho que as fadinhas têm me visitado muito ultimamente. (rsss...)

Hoje eu acordei com vontade de falar um pouco sobre essa experiência que estou tendo de enfrentar: a maternidade.

Vocês devem até achar que a frase acima é de pessimismo, mas não é! Hoje, quero abrir meu coração de uma forma completa...

Esse papo de “Toda mulher sonha em se casar” é mentira! Uma grande mentira! Sim, muitas mulheres sonham em se casar e constituir uma família, esse nunca foi meu caso! Amo cuidar da minha casa... mas sempre fui egoísta em pensar no termo “MINHA CASA”, na minha cabeça se é minha é somente Minha, entenderam?! “MINHA CASA” seria o local onde somente eu mandaria, organizaria, enfim, viveria, com a minha idéia de felicidade sem ninguém enchendo minha paciência!

Depois pensava em namoro.... ahhhh.... a melhor parte... namorar para quê?! (era o que eu pensava) beijar na boca sem ter de dar satisfações é a melhor coisa do mundo, seria como se eu estivesse num restaurante e pudesse experimentar todas as opções do menu! Consequentemente isso acarretaria em muuuuuiiiiitaaasss nights, sabe aquela frase péssima: “Se melhorar estraga”... então era exatamente assim que eu queria viver a minha vida!

Ainda teriam estudos e trabalho, sempre sonhei em fazer jornalismo, sabe aquele sonho que se tem desde de quando nos entendemos por gente... é esse é o meu, algum tempo mais tarde cresci e descobri as colunas e crônicas e fiquei mais fascinada ainda... aquela velha estória de “juntar o útil ao agradável” ganhar dinheiro, fazendo o que mais amo fazer: falar tudo o que eu quero sem abrir a boca...

É queridos leitores esse era o Fantástico Mundo da Hyvi... minha idealização de uma vida PERFEITA! Liberdade, paixões, independência, dinheiro, viagens......... e tudo que qualquer pessoa sonharia!

Até que um dia conheci uma menina, uma grande amiga, que tornou a minha vida um inferno! Ela se aproximou de mim, conseguiu minha confiança, se intitulou minha mestra (foi bom... porque despertou minha vontade de procurar mais sobre aquela que hoje é minha religião) e me fez sofrer tanto, mais tanto, que demoraram pelo menos dois anos para que pudesse me recuperar completamente. Mas por intermédio dela consegui uma vaga no tão sonhado pré-vestibular da uff (Universidade Federal Fluminense) um projeto elaborado pelos próprios alunos para que sirva de estágio, um professor coordenador para se responsabilizar didaticamente, realizado nas dependências da própria universidade, tendo como foco principal alunos de escolas públicas com renda familiar de até dois salários mínimos. No ano que entrei o projeto havia sido contemplado pelo MEC pelo maior número de aprovações dentre os cursinhos pré-vestibulares.

Conheci muitas pessoas lá... inclusive um certo professor de História, o Raphael, que despertou meu interesse, um cara totalmente fora dos padrões intelectuais, estéticos e morais – exatamente o que eu procurava – alto, gordinho, peludo, roqueiro, inteligentíssimo, arrogante, mal humorado, sarcástico, um perfeito “Don Juan às avessas”, enquanto os outros professores tinham uma média de 4 alunas por ano, ele tinha 4 anos por 1 aluna... bem, ele era um “cara difícil”, como eu nunca dispensei uma boa briga... depois de uma longa investigação afim de saber endereço (pertinho da minha casa), se tinha filhos (não), com quem morava (com os pais), se já havia sido casado(nunca), se usava drogas (só cigarro e álcool, exatamente como eu naquela época)... essas coisa que toda mulher deve saber de um homem! Tratei logo de chamá-lo para tomar uma gelada no barzinho mais popular dentre os universitários de “nickity” O Bar do Bin Laden, ou Bar do Bin – para os íntimos – foi uma noite muito agradável e no fim eu paguei a conta – que foi? Eu tinha que mostrar que EU estava no controle – terminamos a noite com muitos beijos e carícias.

Os dias foram passando... começamos a namorar... terminamos... voltamos... terminamos... voltamos... e a dificuldade de aceitar que meu futuro seria diferente do que eu tinha imaginado para mim foi imensa. Todos os meus planos, tudo que eu tinha conseguido me transformar, com tanto sacrifício... tudo! Começou a cair por terra... mas como S. Thot disse no comentário do post de ontem “Hyvi não se entregará sem luta!” e como eu lutei!!!!

Tenho que confessar que nunca gostei de mudanças, não sou muito boa em adaptar-me à elas.

O ano de 2008 foi de total introspecção, foi um ano muito difícil para mim... novamente eu e o Raphael terminamos, entrei numa depressão louca e profunda, afastei de mim todos aqueles que me amavam e tudo aquilo que eu mesma amava... meus estudos nessa época foram às cucuias e cheguei até a tentar suicídio. Não aceitava que minha vida havia mudado, não aceitava que eu havia mudado, não aceitava que nada tivesse mudado...

Mas nada dura para sempre, (o que é muito bom!) esse período de trevas foi passando... aos poucos a imagem que eu via no espelho começou a se conectar a mim... e parece que o torpor passou. Sabe Matrix, quando o Neo acorda e vê a devastação que se tornou o mundo fora dela... acho que consigo entender tudo o que ele sentiu naquela cena, pois foi essa a sensação que eu senti quando vi meus familiares, meus amigos, tudo e todos como estavam longe de mim... o quanto tinham receios de aproximarem-se de mim!

Eu e o Raphael voltamos, aos poucos minha família começou a se reaproximar de mim... aos poucos foi provando que merecia uma segunda chance... que eu era capaz de ser uma pessoa confiável... que eu havia mudado, acima de tudo, que eu havia aceitado a minha mudança!

Quando ocorreu esse período de calmaria percebi que nunca poderia morar numa casa só MINHA, porque o raphael já era parte da minha vida, parte de mim... e onde eu estivesse era o lugar onde ele deveria estar! Mas eu poderia adaptar essa vida de “solteira convicta”, poderia ser uma vida de “acompanhada convicta”... por que não?! Voltei aos meus estudos, o Rapha sempre que podia chegava com um livro novo e eu tratava de devorar, daí um belo dia acordei com uma vontade incontrolável de escrever... pensei num livro.. trabalhei um tempo nele, depois tornei a pensar... e tive a idéia de criar o Santuário, lembrei-me de como era difícil no início ter um comparativo, ou uma pessoa que eu pudesse conversar e aprender, tirar dúvidas, livre de preconceitos, medos e invejas...

No dia 15 de julho de 2009 escrevi meu primeiro artigo, o endereço do blog era outro, estava com muita dificuldade de aprender novamente os macetes de HTML e sem querer apaguei tudo... affff... cheguei até a chorar de ódio! Aí novamente meu arcanjo protetor sentou na frente do PC e usou seus dedinhos mágicos e consertou tudo pra mim, criou o nome e o endereço desse blog... e eu aperfeiçoei, no início não era uma “Brastemp” mas... no dia 1 de agosto de 2009 surgiu o primeiro post no Santuário Wicca. Trabalhei dia pós dia para melhorar o layout e tudo mais... Comecei a devorar mais livros... a praticar e vivenciar a wicca em tudo! Estava me sentindo como um bebê que começava a ver o mundo pela primeira vez, tudo era novo, tudo era mágico, tudo era vivo!

Continua amanhã....




2 comentários:

Postar um comentário