segunda-feira, 7 de junho de 2010

Civilização babilônica Parte I


Caros amigos, mais uma vez sou convidado para participar deste fantástico blog, faço minha contribuição com mais um artigo histórico que não segue o padrão fabuloso de escrita da Hyvi, entretanto a proposta de analisar historicamente civilizações foi tartado com carinho pela autora do blog, e aceito com muita alegria por mim.



Diversas civilizações antigas e com características religiosas diversificadas serão apresentadas nos anexos dos artigos históricos. O foco será geral dando um destaque especial em suas complexidades religiosas, a finalidade será simplesmente de apresentação sem análises pessoais.



Mais uma vez obrigado a Hyvi e aos leitores do Santuário Wicca pela oportunidade.




Dando início as civilizações antigas começaremos pelos Babilônicos, tentarei não me estender muito, pois o nível de complexidade do assunto é elevado, apenas uma descrição “en Passant” da civilização, e seus principais aspectos leis, organização e religião.


O Império Babilônico se localiza ao sul da Mesopotâmia, no continente asiático sua civilização data de aproximadamente 1950 a. C., foi também, capital da Suméria e Acádia sua posição geográfica nos dias atuais está de 70 a 80 km de Bagdá. Esse importante império foi conhecido por sua poderosa civilização com um grande desenvolvimento cientifico e intelectual, nas áreas de técnicas arquitetônicas, agrária, astronômica e legislativa com o seu conjunto de leis conhecido como o código de Hamurabi, leis documentadas mais antigas já encontradas.


Começaremos a falar sobre esse fascinante código legislativo que foi implementado pelo imperador Amorita Hamurabi, por volta do ano de 1730 a. C., Hamurabi foi o primeiro rei conhecido a codificar leis, utilizando no caso, a escrita cuneiforme, escrevendo suas leis em tábuas de barro cozido, o que preservou muitos destes textos até ao presente. Daí descobriu-se que a cultura babilônica influenciou em muitos aspectos a cultura moderna, como a divisão do dia em 24 horas, da hora em 60 minutos e daí por diante.


O código de Hamurabi além de definir as leis, sugestiona as punições respectivas, e durante muito tempo foi comparada com a Torah judaica, no qual tem muitos pontos semelhantes.


Código de Hamurabi



  • Pena de morte para roubo de templo ou propriedade estatal, ou por aceitação de bens roubados. (Seção 6)


  • Morte por ajudar um escravo a fugir ou abrigar um escravo foragido. (Seção 15, 16)

    Se uma casa mal-construída causa a morte de um filho do dono da casa, então o filho do construtor será condenado à morte (Seção 230)


  • Mero exílio por incesto: "Se um senhor (homem de certa importância) teve relações com sua filha, ele deverá abandonar a cidade." (Seção 154)

    Distinção de classes em julgamento: Severas penas para pessoas que prejudicam outras de classe superior. Penas médias por prejuízo a membros de classe inferior. (Seção 196–;205)



Torah


  • Roubo punido por compensação à vítima. (Ex. 22:1-9)


  • "Você não é obrigado a devolver um escravo ao seu dono se ele foge do dono dele para você." (Deut. 23:15)


  • "Pais não devem ser condenados à morte por conta dos filhos, e os filhos não devem ser condenados à morte por conta dos pais." (Deut. 24:16)


  • Pena de morte por incesto. (Lev. 18:6, 29)


  • Você não deve tratar o inferior com parcialidade, e não deve preferenciar o superior. (Lev. 19:15)



Deve ficar claro que essa legislação não deixa de ser uma forma de tornar sua população mais ordeira, pois como podem imaginar a maior parte da população do império não era letrada, função específica dos escribas, que eram representantes do poder imperial. Os pontos principais do código de Hamurabi são:


a) Lex Talions: Olho por Olho, Dente por dente
b) Falso Testemunho
c) Roubo e Receptação
d) Estupro
e) Família
f) Escravos



Os diversos artigos desse código fixam diversas formas de regras para a vida cotidiana da população, onde também destacamos:




  • A hierarquia da sociedade é bem dividida e clara existindo três grupos distintos, onde a mobilidade social era praticamente estática, os grupos eram Awilum (Homens livres ricos ou pobres); Muskênum (Camadas intermediárias e funcionários públicos) e Escravos (prisioneiros de guerra);



  • Regulamentação da Economia, onde os salários tem o valor da função desempenhada;
    Responsabilidade profissional;



  • Funcionamento do judiciário, onde a justiça é estabelecida por tribunais com decisões escritas, com possibilidade de apelação ao rei;



  • As escalas de punição, seguindo a ordem de delitos cometidos e suas gravidades.



Um breve relato do importante código de Hamurabi, o próximo artigo tratarei das deidades babilônicas.



Topo do monolito do código de Hamurabi

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