segunda-feira, 24 de maio de 2010

Homossexualidade...

Eu estava há algum tempo procurando falar sobre a homossexualidade, mas eu não sabia como fazê-lo. A galera que segue e lê o santuário já percebeu que eu faço parte da campanha contra a homofobia. Este assunto virou “moda” nos debates em meios políticos, religiosos, acadêmicos e assim por diante. Não conheço uma pessoa que não conheça ao menos um homossexual, goste ou não.

Lá na época das cavernas não existiam quartos, nem as pessoas tinham esse senso de “monogamia” provavelmente eles mantinham relações hetero e homossexuais.

No mundo animal também existem vários exemplos. Na casa do Raphael mesmo existem três jabutis, totalmente pederastas; a fêmea fica lá largada num canto enquanto eles copulam entre si.

De acordo com alguns estudos, a sexualidade é muitas vezes um fator genético. Minha sogra diz que é vício e meu cunhado, que é desvio de caráter! Eu acredito que em alguns casos é um fator genético, em outros se trata de uma escolha.

Quanto pessoa, defendo vigorosamente os direitos assegurados a qualquer ser humano, principalmente aos gays. Para mim todos têm direito ao casamento, a adoção, a ser respeitado e a viver dignamente. Não me agride ver dois homens se beijando, ou duas mulheres, pois tenho a minha sexualidade bem resolvida.

Sei que muitos questionam: “Poxa mais como a gente explica para uma criança esse tipo de situação?”

Simples! Diga a verdade! Não faça como a minha sogra que quando a neta perguntou o que era lésbica, respondeu: “É uma doença”. Isso incentiva ao preconceito e intolerância! É uma das maiores atrocidades! Fale com calma... de uma forma que não espante a criança: “Meu anjo, existem meninas que gostam de namorar meninas e meninos que gostam de namorar meninos, eles são chamado gays e não há nada de errado com eles. Eles somente escolheram namorar com as pessoas do mesmo sexo.”

Há algum tempo vi um casal de heterossexual de agarração no escuro, isso me agrediu muito mais do que quando vejo pessoas o mesmo sexo apenas dando um beijo. Acho que independentemente de opção sexual nós devemos respeitar as pessoas, os ambientes e a nós mesmos. Qualquer pessoa que não cumpra essa “regrinha” estará afetando a qualquer pessoa, inclusive a si mesmo.

Em Roma mesmo era muito comum a prática de encoxar, ou seja, os homens se masturbavam nas coxas de seus companheiros, durantes as termas (banhos públicos). Que para mim é super gay, imagina um monte de homem se encoxando!

Quanto ao aspecto religioso... bem, isso não diz nada para a wicca! A pessoa pode ser wiccano e ter sua vida sexual totalmente alheia a sua religiosa. Desde que ele mantenha em si definido que ambas as forças são necessárias para a vida, não há problema.

Como já falei em um post antigo sobre sexo durante rituais, o fiel que seja gay deve saber que a relação durante um ritual não pode ser homossexual, pois nestes casos as duas polaridades devem ser representadas, exatamente como é feito quando esse instrumento não é utilizado (representado pelo sacerdote e a sacerdotisa), caso a pessoa não aceite, é recomendável nem pensar nessa probabilidade.

Essa questão diz respeito à aqueles que não aceitam a si próprio. Essas pessoas querem descontar no mundo a raiva que sentem de si mesmas! Resistir a aquilo que reside dentro de nós acarreta em ser agressivo a todos aqueles que tem o mesmo “defeito” mas que convive bem com aquilo. Em outras palavras: muitos negros só namoram com “brancas” porque não aceitam que eles são negros. E assim por diante...

É muito mais fácil criticar e não aceitar os outros que a nós mesmos!



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