sábado, 3 de abril de 2010

Relacionamentos, Parte II

Olá gentes!!!!

Estou aproveitando que estou de folga para conversar um pouquinho com vocês, já que tem um bom tempo que não faço isso!

Eu sempre cobro os comentários justamente para servir de termômetro para saber as expectativas, e auxiliar vocês no que for necessário! O tempo que fico longe do blog é para pensar e refletir bastante antes de dar uma resposta, bem como disse uma leitora minha há algum tempo, via e-mail, sou formadora de opiniões e por isso tenho a responsabilidade de fazer com que meus leitores queridos pensem e aprendam a agir da melhor maneira possível, independentemente de ser o que ele quer, ou não.

Fala sério Hyvi... Como assim “independentemente de ser o que ele quer, ou não”?

Vamos pensar da seguinte forma: imagine que eu vá procurar um emprego, milhões de cidadãos no mundo inteiro compartilham de meus sentimentos nesse tipo de situação; ansiedade, expectativa, esperança, etc... imagine se todas as pessoas do mundo conseguissem o emprego. Com certeza não existiriam patrões, empreendedores, e pessoas que usam de sua imaginação para conseguir se virar nesse mundo de “Meu Deus”.

Agora vamos imaginar se tudo o que almejamos, que com certeza, outras pessoas almejam também, fossem conseguidas desta forma. Vocês conseguem ver o grande equívoco que seria o mundo?

Galera, nosso bem independe de nosso querer. Eu costumo pensar da seguinte forma: eu quero, eu posso, eu consigo... mas se não sair tudo do jeito que eu planejo, ótimo pelo menos que dê certo.... já é um bom começo!

Vamos a um dos meus exemplos! Em janeiro fui demitida, já não estava satisfeita com o meu antigo emprego e de qualquer forma estava lá somente porque tinha um nome no mercado e eu precisava de tempo em carteira de trabalho. Na semana seguinte fui fazer uma entrevista de emprego e passei, mais de um mês depois, fui chamada para a segunda etapa do processo seletivo e passei. Algumas semanas depois fui chamada para o treinamento, e agora estou no período de experiência... vou ganhar o mesmo que ganhava antes e trabalhar o tanto quanto, mas nessa empresa vejo chances de crescimento.

Vocês pensam que eu queria ser demitida às vésperas do carnaval? É obvio que não, ainda tinha planos de permanecer lá por mais alguns meses... mas aconteceu, o importante é sacudir a poeira e dar a volta por cima.

Esse rodeio todo é para falar sobre um post que recebi essa semana, que já não é o primeiro leitor que me fala sobre este mesmo assunto... bem... eu evitei de falar antes mas agora me vejo na obrigação de falar sobre: PAIS CRISTÃOS, FILHOS PAGÃOS – O QUE FAZER QUANDO UM NÃO ACEITA E NÃO RESPEITA O OUTRO?

Vou fazer um pequeno prólogo da minha vida para que entendam!

Minha bisavó era bruxa (mexia mais com magia prejudicial), converteu-se mais era pior que jiló(rsss...), a velha era tão ruim que seu hobie era secar o poço dos vizinhos. Minha avó cresceu num lar cristão, foi largada pelo marido com cinco filhas, voltou para casa e a mãe dela deu todas, como se fossem cachorrinhos vira-latas. A minha avó ainda hoje segue a “visão” cristã. Minha mãe caiu de pára-quedas numa família cristã, que a tirou da escola porque quem estudava virava “mulher da vida”, entre milhões de outras coisas – deu para vocês percebem como eles eram linha dura – ainda hoje a minha mãe segue a filosofia cristã, mesmo não integrando nenhuma igreja.

Meu pai é um anjo comigo. Sempre respeitou meu direito de ir, vir, permanecer, de ter uma opinião e querer coisas diferentes para a minha vida.

Quando a minha mãe separou-se do meu pai, para mim foi o fim do mundo, e como uma afronta a ela, comecei a fazer todas as coisas que sabia que ela desaprovaria: jogar RPG, namorar com quem eu queria, odiar a igreja e todos os seus membros e seguir um religião pagã (seja lá qual fosse).

Foi um longo e doloroso caminho, a revolta me fez perder uma grande amiga e fez com que ela cada dia mais afastasse-se de mim... eu me sentia triste e infeliz. Mas sempre que podia, lá estava eu alfinetando ela e a culpando por todas as minha culpas e tristezas.

Eu vivia em rodas de amigos, bebendo, fumando e me divertindo, como eu achava que deveria ser. Não havia ninguém em Niterói e Araruama que não conhecesse A Hyvi, a mais bad girl de todas.

Foi aí que Carlos Castañeda e Scott Cunnigham entraram em meu caminho e me mostraram o verdadeiro sentido da vida e da religião. Minha religiosidade e fé começaram a se desenvolver sem que eu percebesse e quando dei por mim eu era uma pessoa totalmente diferente... minha vida, minhas visões, meus conceitos, tudo havia mudado, eu mesma não me reconheci.

O grande marco disso tudo foi, eu estava morando em Copacabana, tomava conta da minha sobrinha e passava por um processo longo de depressão... no meu aniversário, tentei o suicídio, não consegui (como vocês podem perceber), e a minha mãe, meu irmão e meu ex-namorado (hoje atual namorado), apareceram. Aquele momento para mim foi um choque de realidade... naquele momento percebi o quanto estava errada, o quanto era querida, o quanto havia mudado.

Depois disso, continuo jogando RPG; continuo bebendo, mas hoje bebo para me divertir e não para esquecer de minha vida e meus problemas; luto para parar de fumar; levo meus estudos a sério, quero cada dia mais crescer e desenvolver esse dom que os Deuses me deram: escrever para levar um pouco de alegria, experiência e aprendizado a cada um que ler minhas palavras; acima de tudo, desenvolver a mim mesma como um ser humano, com o auxílio de minha religiosidade, que é a coisa mais sublime e magnífica que existe em mim.

Quanto a minha relação com a minha mãe, vai de vento em polpa! Hoje, somos amigas, sei que ela não aceita minha religião, ela sabe que sou wiccana. Nunca declarei para ela que era, mas mesmo assim... sabem como é né! Mãe sempre sabe! Não conversamos sobre religião, e quando o assunto surge, sempre deixo ela falar o que pensa, falo um pouco do que eu penso... e não mais discórdia!

Nesses meus quase 8 anos de estudos sei que o Deus e a Deusa existem dentro de mim, e mostram-se em meus atos, consigo senti-los na natureza assim como os sinto em meu espírito. Sei que antes eles se desagradavam de minha postura que até, manchava o nome da wicca, sei que eles preferem que eu viva assim com a minha mãe e com aqueles que ainda não estão prontos para pelo menos, cogitarem a idéia de que existe algo mais...

Minha religião não exclui a de ninguém, sempre que me oferecem uma oração, eu aceito de bom grado, e existem até vezes em que eu peço. Não existe sentido brigar por uma coisa tão sem sentido! Religião é apenas uma entidade! Religiosidade é aquilo que existe dento de você, é como você vê e vive cada dia com o seu Deus, com sua Deusa. Não importa qual caminho escolhemos seguir, no fim, todos iremos encontrar a mesma energia fundadora do Universo. O que faz a diferença no mundo é exatamente o que você faz com você.

Nunca se esqueça! Quando você bater em você, está batendo no mundo, e no final quem bate em você é você mesmo e o mundo.

Não adianta brigar, berrar, espernear, simplesmente não adianta! A gente precisa aprender que a vida, o mundo e as coisas não são como a agente quer, justamente para que possamos aprender a moldar nossas vidas como precisamos que ela seja!

Você está diretamente ligado ao seu sucesso ou sua derrota!

Quando você não aceita os outros, os outros não o aceitarão! Quando você faz mal a você mesmo, incentiva a todos a fazerem o mesmo!

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Este post é de um leitor, seu nick é HF. Esse comentário foi deixado no post sobre intolerância religiosa.

“Gostei. Sofro arrogância do meu pai por ser wicca mas mesmo assim me controlo para não fazer besteira

Tenho treze anos e preciso de ajuda em como lidar com meu pai...”

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HF... Deixe que o tempo responda ao seu pai com aquilo que ele próprio plantou, não discuta, não brigue, nem toque nesse tipo de assunto com ele, deixe que ele desconte a raiva dele nele mesmo.

Você não pode retribuir ódio com ódio, procure fazer atividades que o deixem mais fora de casa, procure uma aula de música, desenho, um curso de inglês uma escolinha de futebol, qualquer coisa, canalize essa energia negativa para ações positivas e efetivas em sua vida.

Quando ele pegar pesado, e você pode ter certeza, existiram dias que ele vai pegar! Vá a uma praça deite-se na grama, fale com a natureza mostre a ela toda sua tristeza, sua insatisfação, se morar perto de praia também é uma boa!

Você pode fazer pequenos encantamentos que o ajudarão bastante a controlar o “instinto” de seu pai. Arrume a sua casa, ou pelo menos ajude, varra a casa toda visualizando que está expulsando uma nuvem negra, pegue um balde encha até a metade de água pedindo que a Deusa lave sua casa com a energia e todas as propriedades de limpeza, paz e intelecto do elemento água, coloque todos os produtos de limpeza necessários, jogue um pouco de essência de olíbano e novamente imagine que a nuvem negra dissolver-se, veja agora tudo translúcido. Vá ás janelas e portas e faça desenhos de pentagramas com o dedo molhado na essência de olíbano e arruda (de forma que não fiquem visíveis). Esses dois óleos trarão a você paz e proteção.

Coloque sempre em seu quarto rosas, galhos de manjericão, olíbano, louro, endro... e incensos destas mesmas ervas. É necessário que seu quarto esteja sempre limpo, para que elas tenham uma ação melhor.

HF estude muito, tire boas notas e assim que fizer 16 anos entre num projeto tipo “Jovem Aprendiz” trabalhe e vá viver a sua vida. Deixe que seu pai terá o que ele planta, não fique desesperado, não há mal que dure para sempre. E você mantendo sua cabeça no lugar e fazendo as coisas certas, tudo irá caminhar da melhor forma possível!

O que você fizer hoje refletira no seu futuro, positivamente, ou não! Por isso, pense muito bem no que você fará, ok?!

Beijinhos e pense nisso tudo!

A todos vocês uma boa semana e abençoados sejam...




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