terça-feira, 29 de setembro de 2009

O bem e o mal, na visão pagã...

Olá meus bruxinhos lindos!

Desculpem-me por não ter havido postagens ontem, é que eu estava testando meu blog. Alguns leitores estavam reclamando há algum tempo que o Santuário estava travando, por isso fiz algumas alterações, para que esse problema não se repita!
Conto com a ajuda de vocês para controlar isso, sempre que o blog travar me mandem uma mensagem... ajudem-me a melhorar cada dia mais nosso lindo Santuário.

Bem, comunicado feito... vamos a dedicatória!

S. Thot, sugeriu que eu fizesse um post sobre o bem e o mal segundo a visão pagã...

Achei super interessante a idéia, e estou eu, aqui, publicando para vocês! É importante que os novos pagãos tenham consciência desse tipo de coisa!

Obrigada, querido por sugerir isso, S.Thot também é um leitor fiel, e um crítico um tanto quanto rigoroso quanto as questões gramaticais... espero que goste deste post!

Caso você também tenha uma dúvida, dica ou sugestão, não exite! Deixe um comentário, uma mensagem na Cbox ou mande-me um e-mail: hyvi@oi.com.br,
Que com certeza irei ajudá-lo ou publicarei aquilo que achar interessante.

Agora ao que interessa:

O Bem e o Mal, na visão pagã!

Essa é uma questão realmente complexa...
Quando somos crianças nossos pais nos passam a visão deles sobre a vida, que por sua vez aprenderam com seus pais, que aprenderam com seus pais... e assim sucessivamente. É como eu já havia mencionado numa postagem antiga, isso se transforma em uma bola de neve, que desaba em cima das futuras gerações.

O que vemos e temos nada mais é, do que fruto lá do Concilio de Nicéia (a reunião ecumênica da Igreja Cristã, a primeira foi datada em 325 D.C., tinha como objetivo levantar questões doutrinárias e expandir seu “domínio” pelo Ocidente) quando o catolicismo, e consigo o cristianismo, começou a se firmar no mundo.

Desde então não temos só uma visão do Mal, temos também, uma personificação dele: Satã.

Nós pagãos não acreditamos no Mal, puro e genuíno. Não acreditamos nessa personificação. Não acreditamos em pessoas puramente más. Também não acreditamos no bem puro e genuíno.

Ahhh... Hyvi... agora ficou confuso! No que vocês acreditam então?

Já ouviram falar no yin yang?

Para ficar bem claro, essa visão dicotômica já havia no pensamento dos primeiros pagãos, só não havia um nome, uma definição. Logo, eles aperfeiçoaram essa idéia com os conceitos das religiões, já estabelecidas, no Oriente.

Nosso embasamento quando pensamos no bem/mal é a natureza humana.

Como assim?

Vamos exemplificar: “A” eu uma menina que sofre constantes abusos de “B”, seu padrasto, “C”, sua mãe, não sabe de nada. Ele aproveita o período que a esposa está no trabalho para cometer esse ato. Um belo dia “C” volta mais cedo do serviço e pega “B” no flagra, sem pensar, ela pega uma faca e o esfaqueia. Não foi certo “C” matar “B”, mas ela o fez para proteger sua filha, qual pai e qual mãe não fariam o mesmo que ela?

A “C” não se tornou uma pessoa ruim, simplesmente foi uma circunstância que levou a um ato desesperado. Ela não foi induzida por nenhuma força oculta, esse tipo de atitude é inerente do ser humano. Um extinto de auto preservação e de proteção à alguém indefeso.

Nós pagãos nunca escondemos os aspectos negativos da Deusa e do Deus, apenas não o cultuamos. Temos em nossa mente que tudo o que é bom vem do respeito ao livre arbítrio, à natureza e a nós mesmos. Isso é bom! Pois isso nos faz evoluir...

Para nós tudo contrário a isso é ruim, mas vai do universo de cada um, não podemos ser inquisitores.

Essa é a Lei do Poder, caso você não a tenha conhecido antes, passará a conhecer agora:

1). O poder não deve ser gerado para causar danos, males ou controlar os outros. Mas, se surgir a necessidade, o Poder poderá ser usado para proteger sua vida ou a vida de outros;

2). O Poder só é utilizado de acordo com as necessidades;

3). O Poder pode ser utilizado para o seu próprio benefício, desde que ao agir desta forma não prejudique a ninguém;

4). Não é sábio aceitar dinheiro para utilizar o Poder, pois ele rapidamente controla o que recebe, não seja como os de outras religiões;

5). Não utiliza o Poder por motivo de orgulho, pois isso desvaloriza os mistérios da magia;

6). Lembre-se sempre de que o Poder é um Dom sagrado da Deusa e do Deus, e não deve jamais ser mal usado ou abusado.

Se você não infringir nenhuma dessas leis na magia e na sua vida, então você não estará plantando nada negativo. Caso contrário repense em suas atitudes.

O mal é relativo, bem como a vida... dentro da gente é que está definido esse tênue limite bem/mal. Ouvir a voz que existe dentro de nós é o melhor caminho para que possamos viver de acordo com nossa religião e filosofia.

Caso você não tenha isso definido dentro de si, não adiantará nada seguir e praticar qualquer religião. A isso chamo de religiosidade.

Minha mãe sempre me aconselhou a nunca fazer nada que não pudesse admitir futuramente, isso tem dado certo comigo! Há algumas coisas do meu passado, que não me orgulho, mas não tenho problema algum de admitir que fiz... isso nos torna pessoas dignas.

Respeito, dignidade, responsabilidade e sabedoria são princípios básicos para àqueles que querem vivenciar o paganismo. O resto adquirimos com a experiência.

Espero que tenham gostado!


Beijinhos e bênçãos a todos...

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